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"São Gonçalo não pode depender de Niterói": gonçalense Thiago Lyra é pré-candidato a federal
Pelo NOVO, jornalista e escritor promete lutar em Brasília por barcas e metrô diretos à capital

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Nascido e criado no município, jornalista e escritor diz que é "um absurdo" a segunda maior cidade do estado ser obrigada a passar por Niterói para chegar ao Rio e cobra fim da disparidade orçamentária entre as duas cidades.
São Gonçalo pode ganhar uma voz própria em Brasília. O Partido NOVO anunciou nesta terça-feira (7), em suas redes sociais, a pré-candidatura de Thiago Lyra a deputado federal pelo Rio de Janeiro — e o novo nome da política fluminense faz questão de dizer de onde veio: nasceu e cresceu em São Gonçalo, e é da experiência de gonçalense que tira sua principal bandeira.

Jornalista, escritor com quatro livros publicados e empreendedor, Lyra construiu carreira estudando Filosofia na UERJ e Ciências Econômicas na UFF, mas afirma que sua formação política começou muito antes: nos engarrafamentos, nas conduções lotadas e na espera de décadas por promessas nunca cumpridas ao povo de São Gonçalo.
"É um absurdo que a segunda maior cidade em população do estado seja obrigada a passar por Niterói para chegar à capital. Já não basta a absurda disparidade na proporção orçamento-população quando comparamos as duas cidades?", questiona o pré-candidato, que defende a implantação de linhas de barcas partindo diretamente de São Gonçalo e a retomada, para valer, do projeto do metrô — ligações diretas com o Rio que não dependam de atravessar o município vizinho.
Para Lyra, São Gonçalo é a peça esquecida do que ele chama de "Triângulo Fluminense" — a integração entre São Gonçalo, Niterói e Rio de Janeiro, onde vive e trabalha boa parte da população metropolitana. "Quase um milhão de gonçalenses sustentam a economia da região com seu trabalho e recebem de volta estradas travadas e promessas. Isso não é falta de dinheiro, é falta de prioridade — e prioridade se disputa em Brasília", afirma.
Defensor declarado da família, da livre iniciativa e da responsabilidade pessoal, o pré-candidato — que se define como judeu messiânico e libertário — diz que sua atuação será também de enfrentamento ao que chama de "esquerda radical" e às ideologias que, em suas palavras, "atacam os valores da família trabalhadora". Entre suas propostas, está uma ampla reforma política e administrativa para, segundo ele, "cortar o mal pela raiz" do desperdício que impede que o dinheiro público chegue a cidades como São Gonçalo.
A candidatura ainda depende de confirmação na convenção partidária, prevista para o período eleitoral definido pelo calendário do TSE. Se confirmada, São Gonçalo terá na disputa de outubro um nome que conhece a cidade não pelos gabinetes — mas por ter vivido nela.
