De mulher para mulher: Start & Floresça amplia rede de empreendedorismo feminino com encontros gratu
O 8º encontro do projeto reuniu mais de 60 mulheres em Maricá e marcou o início de uma nova série de eventos voltados ao desenvolvimento, à conexão e ao fortalecimento de empreendedoras de diferentes

28/08/2026 às 12:14
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Mais de 60 mulheres participaram, no dia 21 de agosto, da oitava edição do Start & Floresça, encontro idealizado pela palestrante, mentora e psicanalista Priscilla Cruz, que reuniu, em Maricá, mulheres de diferentes áreas profissionais e segmentos do empreendedorismo para uma tarde dedicada ao conhecimento, ao desenvolvimento pessoal, ao posicionamento e à construção de novas conexões.
Realizado no Auditório do Banco Mumbuca, o encontro teve participação gratuita e marcou uma nova etapa do projeto. A edição de 2026 foi a primeira de uma série de eventos gratuitos que o Start & Floresça pretende realizar para mulheres empreendedoras, ampliando o acesso a conteúdos, experiências e oportunidades de relacionamento profissional.
Mais do que uma programação de palestras, o encontro foi estruturado para proporcionar uma experiência completa às participantes. O ambiente contou com momentos de acolhimento, networking, presentes e brindes, em uma proposta que buscou valorizar as mulheres desde a chegada até o encerramento da programação.
Para que essa experiência fosse possível sem cobrança de ingresso, uma rede de empresas, instituições e projetos se uniu à iniciativa. A parceria entre diferentes setores foi fundamental para transformar uma proposta de acesso gratuito em um evento com estrutura, conteúdo e experiências para as participantes.
Uma reflexão sobre protagonismo e identidade
A programação foi conduzida a partir do conceito que orienta o Start & Floresça — “Governando emoções. Posicionando vozes. Florescendo mulheres.” — e teve como um dos principais momentos a palestra de abertura de Priscilla Cruz, que apresentou o Método FLORESÇA e propôs uma reflexão sobre dois temas diretamente relacionados ao desenvolvimento feminino: protagonismo e identidade.
Em sua fala, Priscilla chamou a atenção para uma questão que, segundo ela, muitas vezes é esquecida na tentativa de assumir o controle da própria vida: reconhecer o que realmente está sob a responsabilidade de cada pessoa.
A palestrante provocou as participantes a deixarem de gastar energia tentando controlar aquilo que não está em suas mãos e voltarem a atenção para aquilo que efetivamente podem transformar.
“Pare de gastar energia tentando controlar o que não está nas suas mãos, enquanto abandona aquilo que está”, afirmou.
A partir dessa provocação, Priscilla levou o público a refletir sobre responsabilidades pessoais e profissionais, escolhas que estão sendo adiadas e a qualidade daquilo que cada mulher entrega naquilo que já está sob sua responsabilidade. A proposta não era defender que tudo depende de uma única pessoa, mas justamente reconhecer os limites do próprio controle e, a partir deles, assumir responsabilidade pelo que pode ser feito.
A reflexão também alcançou uma questão recorrente na vida profissional: a espera.
Projetos que começam na segunda-feira e nunca começam, trabalhos que permanecem inacabados, oportunidades que não são aproveitadas e ideias que deixam de ser apresentadas por medo ou insegurança foram alguns dos pontos levantados durante a palestra.
Para Priscilla, assumir o protagonismo também significa permitir-se falar, estabelecer limites, dizer não, cobrar, recusar o que não faz sentido, candidatar-se a uma oportunidade e apresentar o próprio trabalho sem esperar autorização para ocupar determinados espaços.
Foi nesse contexto que surgiu uma das perguntas mais marcantes do encontro: “Quem você seria se não precisasse provar nada para ninguém?”
A provocação trouxe o debate para além do empreendedorismo e do ambiente profissional. Ao questionar a necessidade constante de validação, Priscilla propôs que as participantes observassem quantas decisões podem estar sendo adiadas pela tentativa de corresponder às expectativas dos outros.
“Talvez você descobrisse que parte da mulher que está tentando se tornar, ela já existe. Ela só precisa agora que você se posicione”, afirmou.
Identidade, autonomia e ocupação de espaços
A reflexão sobre protagonismo foi ampliada pelas participações da advogada e secretária de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres de Maricá, Ingrid Bastos, e da palestrante de identidade e autoestima Pamela Harduin.
Ingrid Bastos abordou o protagonismo feminino a partir da autonomia, da participação social e da importância da presença das mulheres nos diferentes espaços. A discussão trouxe para o encontro uma dimensão coletiva do protagonismo, mostrando que ocupar espaços também está relacionado à participação das mulheres na construção da sociedade.
Pamela Harduin, por sua vez, conduziu uma reflexão sobre identidade e autoestima, abordando a maneira como cada mulher se reconhece, percebe seu próprio valor e se posiciona diante da própria história.
As três abordagens estabeleceram uma conexão entre identidade, posicionamento e protagonismo. A proposta foi mostrar que o desenvolvimento feminino não está restrito à carreira ou ao empreendedorismo, mas envolve também a relação que cada mulher estabelece consigo mesma e com os espaços que decide ocupar.
Histórias de mulheres que fazem a diferença
Outro momento da programação foi o painel “Profissionais que Fazem a Diferença”, mediado por Priscilla Cruz e formado por Joelma Aleixo, Débora Maia, Adriana Mourão e Danielle Santos.
As participantes compartilharam experiências profissionais, desafios, escolhas e aprendizados construídos ao longo de suas trajetórias. A proposta do painel foi aproximar o público de histórias reais e mostrar que referências profissionais também podem estar dentro da própria cidade.
Ao reunir mulheres de diferentes áreas em um mesmo espaço, o Start & Floresça criou uma oportunidade de troca que ultrapassou o conteúdo apresentado no palco. O networking esteve presente durante toda a programação, permitindo que as participantes conhecessem novas pessoas, apresentassem seus trabalhos e estabelecessem possíveis conexões profissionais.
Essa dimensão de rede é uma das características que Priscilla pretende ampliar nas próximas edições.
Oito encontros e uma nova fase
A realização da oitava edição representa um momento importante na trajetória do Start & Floresça. O projeto, que nasceu com o propósito de trabalhar desenvolvimento feminino, identidade, comunicação, inteligência emocional e protagonismo, inicia agora uma nova fase com a proposta de levar encontros gratuitos a mulheres empreendedoras de diferentes segmentos.
A intenção é criar uma agenda capaz de reunir mulheres em diferentes momentos de suas trajetórias — desde aquelas que estão começando um negócio até profissionais e empreendedoras já estabelecidas — em torno de conhecimento, relacionamento e troca de experiências.
A escolha pelo formato gratuito também faz parte dessa estratégia. Ao retirar o ingresso como uma barreira de acesso, o projeto amplia a possibilidade de participação e aproxima mulheres que talvez não tivessem condições ou oportunidade de participar de eventos dessa natureza.
Uma experiência construída por muitas mãos
A gratuidade e a estrutura oferecida às participantes foram possíveis graças ao envolvimento de apoiadores e parceiros que contribuíram diretamente para a realização do encontro.
Entre os apoiadores estiveram a Prefeitura de Maricá, a Secretaria de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres, Aleixo, Jardins Eventos, eLav, Empório Santa Clara e 4A Refrigeração. Também participaram como parceiros Mima Visual, Pri & Manu, Atitude, Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Maricá e Projeto Elas.
A contribuição dessas marcas, empresas, instituições e projetos foi além da associação de seus nomes ao evento. A participação coletiva ajudou a construir a experiência oferecida às mulheres, com estrutura, acolhimento, presentes, brindes e outros elementos que fizeram parte da programação.
Para um evento gratuito, essa rede representa uma diferença significativa. O público não recebeu apenas acesso a palestras e conteúdos, mas encontrou um ambiente preparado para acolher, conectar e valorizar as participantes.
É justamente essa construção coletiva que permite ao Start & Floresça pensar em uma série de novos encontros. A proposta de Priscilla é fazer com que cada edição seja também uma oportunidade de fortalecer uma rede de mulheres e aproximar empreendedoras de diferentes áreas.
Embaixadoras ajudam a ampliar a mensagem
A edição também contou com as embaixadoras Deborah Costa, Ana Caldas, Angélica Cunha e Gabi Ferreira, que ajudaram na mobilização e na divulgação da iniciativa.
A participação das embaixadoras está relacionada à própria história do projeto. Elas já tiveram contato com experiências anteriores do Start & Floresça e passaram a integrar essa construção como mulheres que acreditam na proposta e ajudam a levar sua mensagem para outras pessoas.
A escolha reforça uma característica importante do movimento: a compreensão de que desenvolvimento também acontece por meio de conexões. Uma mulher pode encontrar em outra uma referência, uma oportunidade, uma parceria ou simplesmente o incentivo necessário para dar um próximo passo.
Uma pergunta para continuar depois do evento
O encerramento do Start & Floresça não significou o fim da reflexão proposta durante a tarde. Ao contrário, a intenção foi fazer com que as perguntas levantadas durante as palestras acompanhassem as participantes depois que deixassem o Auditório do Banco Mumbuca.
Entre elas, uma permanece especialmente provocadora: quem você seria se não precisasse provar nada para ninguém?
A resposta pode estar relacionada a uma decisão profissional, a um projeto que ainda não saiu do papel, a um limite que precisa ser estabelecido ou simplesmente à possibilidade de reconhecer uma identidade que já existe, mas que ainda não encontrou espaço para se manifestar plenamente.
Ao apresentar o Método FLORESÇA e conduzir mais de 60 mulheres por uma tarde de conhecimento, experiências e conexões, Priscilla Cruz encerrou o oitavo encontro reforçando uma ideia que está no centro do projeto: florescer não significa esperar que todas as condições estejam perfeitas, mas reconhecer aquilo que já existe e decidir o que fazer com isso.
A oitava edição, portanto, encerra um ciclo e abre outro. O próximo passo do Start & Floresça será levar essa experiência a outras mulheres empreendedoras, mantendo a proposta de encontros gratuitos e ampliando uma rede que começou em Maricá.
Se a primeira pergunta foi sobre quem cada mulher seria sem precisar provar nada a ninguém, a próxima talvez seja ainda mais prática: o que ela vai fazer, a partir de agora, com aquilo que já sabe que está em suas mãos?
SERVIÇO
Start & Floresça
Idealização e realização: Priscilla Cruz
Proposta: encontros gratuitos voltados ao desenvolvimento feminino, protagonismo, identidade, posicionamento e empreendedorismo.
Nova fase: série de eventos gratuitos para mulheres empreendedoras de diferentes segmentos.
Instagram: @priscillacruzoficial | @startparaflorescer
Apoiadores: Prefeitura de Maricá; Secretaria de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres; Aleixo; Jardins Eventos; eLav; Empório Santa Clara; 4A Refrigeração.
Parceiros: Mima Visual; Pri & Manu; Atitude; Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Maricá; Projeto Elas.
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